Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 09/10/2019

" Apesar de tudo, eu ainda acredito na bondade humana."

No ano de 1954, o médico Joseph Murray realizou a primeira cirurgia de transplante de órgãos bem sucedida no mundo.Tal ato, revolucionou a medicina, visto que partes do corpo dadas como ineficientes na pessoa morta puderam ajudar a salvar vidas de enfermos. Todavia, atualmente, a realização desse processo é um grande dilema, principalmente para a família do falecido. Nessa perspectiva, cabe analisar as causas para a elaboração de medidas que amenizem a problemática.

Em primeiro lugar é importante ressaltar que no Brasil o transplante de órgãos é realizado com a devida autorização da família do paciente. Isso acarreta com que muitos não sejam realizados, dado que, familiares mais próximos, com esperança de que o indivíduo ainda possa viver, não autorizam o processo. Como consequência disso, pessoas acabam morrendo em leito de hospitais à espera de uma doação. Assim, é imprescindível que hajam meios de sensibilizar a população.

Além do mais, outro fator que atenua a situação é a burocracia envolvida no procedimento. Ou seja, mesmo com as tentativas de facilitação, o processo ainda precisa de muitos recursos e autorizações. Como exemplo da presente atuação e da ineficiência do excesso de papeladas, tem-se a série americana, “Chernobyl”, que retrata que a burocracia passa a ilusão de controle, quando na verdade, apenas atrasa processos importantes que devem ser feitos com urgência. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para que haja uma maior rapidez do processo de transplante.

Assim, fica clara que a doação de órgãos deve deixar de ser um dilema. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde(MS) atuar em parceria com a mídia na sensibilização da população, através de palestras com médicos, a cerca da importância do consentimento familiar e da segurança do procedimento. Espera-se com isso, aumentar o banco de órgãos e dessa maneira, salvar o maior quantitativo de vidas possível. Destarte, será vista na prática a bondade humana tão valorada por Anne Frank.