Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 11/10/2019
A doação de órgãos é um ato de consciência e amor ao próximo. Um doador apto pode salvar até 8 vidas e isso pode significar uma segunda chance aos que precisam. O Brasil é destaque no contexto mundial de doações, o processo de doação e transplantes são regulamentados por meio de leis, isso torna o processo mais seguro e confiável. Entretanto, ainda há substancial desinformação da sociedade e falta de confiança no sistema nacional.
A priori, é preciso destacar a negativa familiar, por falta de informação, como principal motivo para que um órgão não seja doado no Brasil. De acordo com dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos em 2013, de cada 100 famílias, 47 se recusam a doar. Além disso, esse assunto precisa ser discutido entre parentes, é necessário conversar sobre o desejo de doar para que os membros se posicionem a favor do ato.
Somado a isso, podemos dizer que a incerteza no sistema de saúde também é causa do problema. Certamente, dúvidas surgem após morte encefálica cabe destacar que o país possui métodos de diagnóstico feito por dois médicos diferentes, em tempos distintos e exames específicos para confirmar o óbito. Com isso, o que precisa ser feito são melhorias na infraestrutura,no fluxo logístico e capacitações para desfazer crendices.
Infere-se, portanto, o ato de doar não pode ser negligenciado. Para atingir um número maior de doações ,urge que o Ministério da Saúde,por meio de incentivos financeiros aos Estados oferte melhores condições em estrutura física e treinamento de pessoal para que os centros de referências em transplantes possam atuar da melhor maneira e com isso diminuir o tempo de espera na fila de transplantes. Somente assim, será possível superar o quadro atual.