Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 12/10/2019
Uma prática comum feita no Egito Antigo era o embalsamento de corpos, trata-se do processo no qual retirava-se o cérebro dos falecidos e os mumificavam com os restos dos órgãos para que assim, quando eles ressuscitassem, pudessem usufruir de seus corpos. E, mesmo depois de se passar diversos anos, há muitas pessoas, que mesmo com a morte cerebral do indivíduo, acreditam que o corpo ainda ressuscitará, devido a isso não autorizam a doação de órgãos. E isso é algo que acontece com frequência, pois há uma ignorância da população em relação ao tema.
Deve-se pontuar de início que, segundo a constituição, para a pessoa falecida torna-se um doador é necessário que dois médicos confirmem a morte cerebral do organismo, porém muitas pessoas não sabem disso e acreditam que o indivíduo passa pelo processo de doação quando está em coma. Em virtude disso, diversas famílias não autorizam a transferência dos órgãos, algo alarmante, pois a ignorância pode levar outras pessoas a óbito.
Além disso, outro fator que perpetua esse problema, é o fato de que muitas pessoas não comunicam suas famílias que gostariam de ser doadores. Por consequência, os parentes dos indivíduos não fazem a vontade do então falecido.
Visto isso, faz-se necessária a reversão de tal contexto. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação faça uma política pública que vise informar os jovens e adultos sobre como funciona o processo de doação de órgãos, isso será feito por meio da inclusão desse tema nos conteúdos obrigatórios para os estudantes do EJA e Ensino Médio. Ademais, é essencial que o Ministério da Saúde desenvolva comerciais educativos que vise informar as pessoas sobre o tema exposto, esses serão transmitidos pelos canais abertos de televisão e pelos anúncios no Youtube. Outrossim, cabe as pessoas conversar com seus familiares sobre sua vontade de torna-se um doador. Dessa forma, talvez em um futuro próximo, esse problema não seja alarmante.