Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 13/10/2019

Os sistemas do corpo humano assemelham-se a uma máquina extremamente complexa e delicada que precisa de todas suas partes em sintonia para seu perfeito funcionamento. Porém, ao contrário desses equipamentos, ainda não se consegue fabricar e repor todos os componentes dele. Por isso, é necessário que a doação de órgãos seja uma prática difundida na sociedade brasileira para salvar vidas. No entanto, não é o que se observa no cenário atual do Brasil. Dessa forma, cabe analisar a influência da falta de informação e da precariedade do SUS na insuficiência de doadores no País.

Primeiramente, sabe-se que a maioria das propagandas do Ministério da Saúde são feitas por folhetos informativos. Todavia, segundo o IBGE, o Brasil possui 11,8 milhões de analfabetos “completos” e 39 milhões de analfabetos funcionais. Logo, não seria possível atingir uma maior quantidade de pessoas por vias escritas. Então, falta um programa inclusivo de divulgação de informações na administração pública de saúdo. Por isso, boa parte da população ainda acredita em mitos relacionados aos transplantes.

Somado a isso, é possível ver, diariamente, notícias que mostram a triste realidade prática de hospitais e Unidades de Pronto Atendimento - não há leitos suficientes, falta suprimento, prédios mal conservados, entre outras. Isso demonstra o despreparo do SUS para o almejado aumento das sua atividades. Em virtude disso, é preciso melhorar o que já se tem para incentivar projetos que ampliem a participação popular no compartilhamento de sangue e órgãos.

Evidencia-se, portanto, que a problemática do baixo percentual de doadores de órgão no País é complexa e urgente. Assim, cabe ao Ministério da Saúde promover palestras e vídeos online lúdicos para esclarecer o maior número de pessoas e desmistificar os métodos de transplantes. Paralelamente, ele deve realizar cursos de Gestão de Recursos para os administradores da saúde pública para otimizar e melhorar o SUS na prática. Feito isso, os brasileiros poderão desfrutar da esperança em viver e da felicidade por ser um doador.