Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 18/10/2019
É sabido que, com o avanço da medicina, a possibilidade de se receber um órgão aumentou muito a expectativa de vida de pessoas com órgãos danificados. No entanto, no Brasil, há um grande contingente populacional na fila de espera para receber uma doação e, lamentavelmente, muitas dessas pessoas morrem antes de serem presenteadas. Dessa forma, faz-se profícuo analisar a falta de informação e a ausência de empatia por parte das famílias como pilares fundamentais dessa problemática.
Mormente, é cabível pontuar a falta de comunicação do governo com o povo brasileiro como uma das causas de mortes na fila de espera. Aliás, a população não tem o conhecimento do impacto que a doação traria na vida de outras pessoas e, muitos menos, de como é feito esse procedimento. Assim como na Revolta da Vacina, ocorrida no período da primeira república, no Rio de Janeiro, em que houve a recusa dos cariocas em serem vacinadas em decorrência da ausência de diálogo entre o povo e o Estado, o mesmo acontece na sociedade vigente com a doação de órgãos.
Em segundo lugar, destaca-se o papel dos familiares – quem decide se os órgãos do indivíduo serão doados ou não – na melhoria do quadro supracitado. Desse modo, é de suma importância que os indivíduos declarem para seus parentes seus interesses em serem doadores. Além disso, é de suma importância a utilização, por parte das pessoas, do utilitarismo de Stuart Mill, de modo que esses cidadãos optem pela decisão que fará o bem ao maior número de pessoas e percebam que entre descartar os órgãos e doá-los, a decisão é óbvia.
Fica claro, portanto, que para salvar as pessoas que aguardam na fila de espera por ‘’vida’’, medidas devem ser adotadas. Logo, cabe ao governo, em consonância com a mídia, criar campanhas informacionais e elaborar propagandas com a finalidade de informar as pessoas e influenciá-las, com o uso da filosofia utilitarista, a tomar a decisão correta. Vale salientar que somente por intermédio dos meios de comunicação é possível divulgar essas informações, mas deve-se também investir em panfletos para garantir um alcance maior. Dessa forma, reduzir-se-á a fila de espera por órgãos no Brasil.