Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 25/10/2019
No Brasil,o primeiro transplante foi o de coração, sendo realizado no Hospital das Clinicas(HC-USP) em 1968, a partir disso a Legislação brasileira começou a tratar do assunto -Lei nº 9.434 da Constituição de 1988,que garante o direito a doação de órgãos. Entretanto, mesmo após 50 anos desde o primeiro transplante, a doação de órgãos ainda é um assunto pouco tratado dentro da sociedade brasileira e uma problemática social que persiste.
De acordo com dados do Ministério da Saúde,hoje em dia há em média 40 mil pessoas na fila a espera de um órgão.Isso se da pelo fato de muitas pessoas não terem conhecimento sobre a doação de órgãos,e ao mesmo tempo ser um momento difícil para a família.Uma pessoa que vem a falecer por morte encefálica pode salvar a vida de cerca de 14 pessoas diferentes,ao doar seus órgãos.
O Brasil é o segundo país no ranking mundial de transplante de rim com cerca de 5426 transplantes por ano,ficando atrás apenas dos EUA.Porém,um dos principais fatores a se levar em consideração é que no país é permitida apenas doação consentida,ou seja,apenas a família pode autorizar a doação dos órgãos após o falecimento da pessoa.De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a taxa de recusa de doação de órgãos por parentes é de 43% , e a média mundial é de 25%.
Dado o exposto,conclui-se que a doação de órgãos é um problema social pertinente.É necessária a intervenção de profissionais, como psicólogos para ajudar os familiares na decisão e tornar isso um processo menos burocrático e menos dolorido.Além disso,campanhas e palestras em locais públicos em parceria do governo com instituições e profissionais da saúde para orientar e explicar sobre o assunto e sanar dúvidas.