Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 14/10/2019
Ao analisar a história,é possível perceber que a Terceira Revolução Industrial possibilitou o desenvolvimento de novas técnicas médicas que possibilita a garantia de vida, como a doação de órgãos. Contudo, no Brasil, esse direito, amparado pela Constituição Federal, apresenta dilemas que diminui a doação, devido a ausência de educação social que tange o tema em consonância com o momento em que a família precisa tomar a decisão desse ato. Isso mostra que é necessária uma rápida mudança para que tal problema possa ser devidamente solucionado.
Em primeira análise, é notório que a omissão de orientação educacional nas escolas sobre a importância do transplante de órgãos, contribui para a falta de doadores.Para o educador brasileiro, Paulo Freire, ‘‘se a educação sozinha não pode mudar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda’’. De maneira análoga, a educação é fundamental para a transformação social, e para isso é preciso investi-la para que possa observar um aumento significativo na quantidade de doadores espalhados pelo país.Logo, percebe-se, assim, que não é dado atenção ao pilar fundamental que sustenta o seio social.
Ademais, o modo como é autorizado a doação de órgãos se da pela família. De acordo com a Constituição Federal de 1988, mesmo se o doador, momento antes do óbito aderir, cabe a família efetivar o ato. Diante desse exposto, os parentes precisam tomar essa decisão, que precisa ser com urgência, no momento da dor sentimental, quando recebem a noticia da morte.Em suma, faz necessário a criação de políticas públicas que objetivam a vontade pessoal.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o empasse. Para isso, urge ao Estado garantir ,com o apoio do Ministério da Educação, palestras e campanhas interativas com o uso de teatro e música, ministradas nas escolas com o intuito de aumentar o número de doadores pelo país.Cabe ainda, ao governo assegurar por meio da Lei, a legalização e o respeito da decisão individual de cedência, escrevendo nas cédulas de identificação, RG, ’’ eu sou um doador de órgãos’’ e anexando essa informação no sistema integrado de saúde, SUS. Assim, espera-se reduzir as filas de espera, e levar a esperança de uma vida nova para aqueles que necessitam.