Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 15/10/2019
No filme Frankstein,dirigido por James Whale, o protagonista Victor Frankstein, um exímio alquimista, cria um ogro a partir de corpos humanos desenterrados em um cemitério, com o objetivo de testar suas novas habilidades científicas. Logo, o dilema da doação de órgãos é uma questão que ultrapassa as barreiras dos cinemas. Atualmente,no Brasil, as leis vigentes e a escassez de tecidos humanos dificultam o processo de transplantes, com isso aumentando a fila de espera em todo o país.
Primeiramente, a má elaboração das leis relacionadas a doação de órgãos impulsionam o dilema. Conforme a lei nº 9.493/97, a decisão se haverá ou não a doação é unicamente da família, mesmo que em vida, o falecido tenha deixado algum documento comprovando a sua vontade de doação. Com isso, a decisão de doar ou não deve ocorrer logo após a morte, entretanto, devido as fortes emoções sentidas pela família, leva a mesma a não optar por realizar a doação.
Ademais, a falta de órgãos disponíveis para o transplante condena o futuro da população que aguarda na fila de espera por componentes humanos.Segundo dados do portal de notícias G1, no período entre dois mil e dezessete e dois mil e dezenove, houve uma redução de vinte porcento na oferta de órgãos para a distribuição.Sendo assim, comprometendo os sonhos de milhares de brasileiros que aguardam ansiosamente por um transplante que os dê, novamente, uma vida digna.
É evidente,portanto, que há dilemas na doação de órgãos, os quais atrapalham a manutenção da saúde de vários cidadãos. Indubitavelmente, cabe ao poder legislativo, alterar as leis vigentes relacionadas aos transplantes de órgãos, para que assim, o desejo do doador se realize e, por consequência, aumente o estoque de órgãos disponíveis para o transplante. Cabe também ao Ministério da Saúde, criar campanhas em mídias sociais que estimulem a doação, para que dessa forma, a população reconheça a importância que um órgão faz na vida de um receptor que aguarda nas filas de espera.