Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 15/10/2019
Conforme o sociólogo Émile Durkheim, a solidariedade social é fruto da consciência coletiva. Nesse sentido, é exposto na série americana “Grey´s Anatomy” a busca pelos familiares de uma vítima de morte encefálica, afim de obter, dessa maneira, a autorização da doação dos órgãos do paciente. Entretanto, no Brasil isso é dificultado devido à desinformação e falta de conversas em torno do assunto.
A priori, cabe entender que tipo de paciente é apto para a doação. Nesse viés, apesar de não se restringir apenas a este, a morte encefálica, ou simplesmente cerebral é um desses meios; trata-se de uma óbito do tronco cerebral irreversível. Além disso, para que seja possível a doação, a família da vítima deve autorizá-la e, por isso, é importante a discussão prévia do assunto com os indivíduos e a conscientização social.
Por conseguinte, segundo uma pesquisa divulgada na internet, cerca de 4 mil pessoas não puderam ser transplantadas devido a não autorização dos familiares de possíveis doadores. Por sua vez, consoante aos pensamentos de Bourdieu, em seu livro “O Poder Simbólico”, o indivíduo é dotado de um poder, ao qual só é “ativo” por aqueles que não o possui. Nesse aspecto, ao autorizar a doação de órgãos, a família dos doadores acabam ativando esse poder ao dar a oportunidade do paciente salvar outras vidas, cumprindo, assim, sua solidariedade comunitária.
Portanto, infere-se que medidas devem ser tomadas para difusão de doação de órgãos no país. Com isso, é papel do Governo a criação e disseminação de novas campanhas sobre a temática aqui presente, por meio de propagandas nos televisores e rádios, afim de conscientizar a discussão sobre a doação de órgãos. Por sua vez, as pessoas que optarem por ser um possível doador devem informar a suas famílias com antecedência sobre o interesse. Dessa forma, a Sociedade Brasileira terá como efeito o aumento de índices de vidas salvas por meio da doação de órgãos e solidariedade.