Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 16/10/2019
Com advento da Primeira Guerra Mundial houve um avanço no desenvolvimento da medicina para a realização de cirurgias devido a quantidade de feridos que voltavam do confronto. Na contemporaneidade esses avanços foram aprimorados, mas não foram suficientes para melhorar os atuais dilemas enfrentados para a doação de órgãos no Brasil. Sob essa perspectiva, nota -se que o número de recusas e a má distribuição de equipes especializada tem dificultado a transposição de órgãos no país.
Primeiramente, destaca-se que a negação família é causada pela inesperada forma de abordagem e o medo. Nesse sentido, deve ficar sob responsabilidade dos hospitais a preparação dos enfermeiros e assistentes sociais,a fim de capacita-los para uma abordagem aos familiares de maneira mais técnica e humanizada, uma vez que o momento da perda é fragilizada emocionalmente. Por conseguinte, o medo dos parentes associa-se a suspeita de corrupção e o comercio ilegal de órgãos. Por esse viés, percebe-se que no Brasil há falta de informações para o público brasileiro a cerca de como são realizados os procedimentos de doação. Para enfatizar essa dúvida nas pessoas o Jornal Folha de São Paulo,relatou sobre o andamento de um processo em um hospital no Estado de Minas Gerais, o qual restringiu a baixa de alguns órgãos retirados daquele local. Desse modo, torna-se evidente as suspeitas do público em detrimento da existências dos desvios de órgãos para o comercio ilegal, por exemplo, uma vez que é crescente e lucrativo.
Sob outro prisma, as grandes extensões brasileiras juntamente com a má gestão corroboram negativamente para a efetiva distribuição de órgãos. Para tanto, sabe-se que os recursos da região sul e sudestes são mais amplos que no Nordeste, por exemplo. Nessas áreas mais centralizadas nota -se que os hospitais detém de mais recursos e possuem boas vantagens para atender a população central. Por outo lado, os Estados os quais carecem de recursos encontram-se em desvantagens, uma vez que não há grandes equipes especialistas e estruturalmente capacitadas para atender a demanda. Em relação ao transporte , ainda é pouco efetivo, uma vez que a duração mínima de órgãos fora do corpo humano é de 4 horas, portanto, é perceptível que agilidade e integração dos Estados é necessário para a efetiva distribuição de órgãos no Brasil.
Logo, para que ameniza essa problemática urge intervenções do poder Legislativo juntamente com o Ministério da Saúde para criarem leis as quais vinculem, obrigatoriamente, no Registro Geral Cidadão, o qual auto declare ser doador ou não de órgãos. Com essa ação diminuirá os dilemas de escolhas das famílias em momentos de dor. Isso dará continuidade as medidas incidas na Primeira Guerra.