Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 17/10/2019

Milhares de pessoas se encontram em filas de espera todos os anos em busca de doação de órgãos, contudo essa situação se torna bem mais complicada em países que o índice de doação são baixíssimos, como o Brasil. Em que, o receio de brigas no seio familiar e o  medo de tráficos de órgãos, fazem com que muitos familiares não autorizem a doação, contribuindo para o aumento desse dilema. Diante disso, faz-se pertinente debater sobre tal assunto.

Em primeira análise, deve-se evidenciar que por lei brasileira, a doação de órgãos só é permitida  a partir da autorização familiar ou cônjuge. Com isso, por se tratar de uma situação que frequentemente é gerador de muitos conflitos familiares, sobretudo por questões religiosas, muitos não autorizam a adoção de órgãos, mesmo possuindo a consciência que poderia ajudar o próximo. Deixando assim claro, que as questões religiosas e afetivas são um dos causadores desse dilema social.

Em contra partida, assim como o tráfico de armas, drogas e pessoas, também existe o tráfico de órgãos, que é por sua vez bem abundante no meio da saúde. Desse modo, como consequência dessa situação descrita, muitos familiares deixam de autorizar a doação por puro receio. Por isso, muita das vezes a aproximação do médico com a família ajuda nessa problemática, pois aumenta a confiança do responsável no sistema de doação de órgãos.

Então a partir da problemática abordada, fica evidente que precisa-se de uma solução, pois não se trata apenas de salvar vidas, mas também de lotações de hospitais públicos. Por isso, com o intuito de resolver essa problemática, o Ministério da  Saúde, juntamente com a mídia, deveriam elaborar propagandas que visam uma maior informação sobre o sistema de doação de órgãos, explicando e auxiliando todos os responsáveis, com a intenção de obter um maior número de doadores. Assim, em médio espaço de tempo conseguirá minimizar esse grande dilema.