Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 18/10/2019
Em 1954, o médico Joseph Murray, realizou o primeiro transplante bem sucedido de órgãos, ao tratar um paciente que havia perdido a funcionalidade de um dos rins.Nesse contexto, percebe-se que tal ação revolucionou a medicina ,salvando milhares de pessoas em todo o mundo.Hodiernamente,no Brasil, embora sabendo da importância da doação de órgão, é importante ressaltar que, devido ao receio que esse assunto ainda gera e a precária infraestrutura,esse ato é comprometido.
Em primeira análise, consoante a obra “Totem e Tabu” de Sigmund Freud, desde a antiguidade alguns assuntos são tidos como intocáveis, sendo considerados tabus para a sociedade, o que prejudica o corpo social. Por analogia, nota-se isso com a doação de órgãos, pois esse debate ainda permanece restrito, causando, assim, a perda de potenciais doadores.Prova disso ocorre segundo dados do Ministério da Saúde,que relatou cerca de 40% dos parentes não autorizarem a doação por falta de conhecimento da decisão do ente falecido.Logo,é nítido que a falta de diálogo vai de encontro á possibilidade desse ato solidário acontecer.
Outrossim, observa-se que, o país ainda encontra uma defasagem para atender adequadamente a questão da doação de órgãos.Sob esse viés, contata-se que o precário sistema de saúde do Brasil é um impasse para que as doações sejam estabelecidas. Nesse sentido, de acordo com matéria publicada no jornal “O Globo”, o Brasil perde por dia três órgãos destinados a doação por motivos infraestruturais.Assim,evidencia-se que a falta de estrutura compromete a devida conclusão do quadro de doações.
Diante disso, compete ao Ministério da saúde, em parceria com a televisão aberta, disponibilizar propagandas diárias sobre a importância do debate relacionado à doação de órgãos. Isso pode ser feito mediante falas de pessoas que estão em filas de transplantes, a fim de sensibilizarem os indivíduos, fazendo darem mais atenção a esse assunto.Além disso, o Governo Federal deve destinar uma maior parte do PIB para a saúde, visando melhorar esse setor,para que então o legado de Murray continue.