Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 20/10/2019
O primeiro transplante de órgão ocorreu entre dois irmãos gêmeos no ano de 1954, que foi um transplante de rins. No Brasil, havia uma lei no qual afirmava que todos eram considerados doadores de órgãos. No entanto, essa lei passou a presumir desde 2001 que é a própria pessoa ou familiares que tomam a decisão de doação de órgãos. Por isso, o Brasil tem baixo número de doadores de órgãos, pois falta investimento no que diz respeito a conscientização de doação.
De acordo com dados mostrados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) entre janeiro e setembro de 2016 houve u total de 6 mil pessoas que foram diagnosticadas com morte cerebral, e neste caso, os órgãos dessas pessoas poderiam ter sido doados para ajudar 22 mil pessoas que estavam na fila de espera.
Baseado nessa afirmação, pode-se ser visto que o assunto doação ainda é vista como um tabu na sociedade. E, é evidente que esse tabu existe por falta de divulgação sobre a importância de ser um doador, pois as pessoas ainda sentem medo de fazer esse procedimento por não saber como é que ocorre. Através disso, pode-se ser feito uma comparação entre o País da Espanha e o Brasil, no qual o país espanhol é considerado há 25 anos como líder do maior número de doadores de órgãos, onde nesse Estado há um grande investimento na conscientização da população, e dessa forma os incentivam para serem doadores.
Portanto, para que possa aumentar o número de doadores e consequentemente de doação, o Ministério da Saúde em parceria com escolas e unidades de saúde devem fazer investimento na divulgação de cartazes e palestras para mostrar as pessoas a devida importância de ser doador de órgãos. Além disso, é preciso que haja também investimento para fazer melhorias no ambiente qualificado para esse tipo de procedimento. Com isso, a população irá ficar mais conscientes sobre a doação de órgãos e os indivíduos poderão ajudar a incentivas seus familiares. Ser doador é poder salvar vidas!