Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 20/10/2019

A Revolta da Vacina, no período da República Velha, retrata a desinformação da população frente à medidas de saúde, como a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola. Hodiernamente, é visto que a doação de órgãos é apenas mais um dos dilemas enfrentados pela saúde pública no Brasil. Nesse contexto, medidas são necessárias para resolver o problema, que é motivado pela falta de informação e pelo preconceito.

Em primeiro plano, convém ressaltar a ignorância acerca do tema como fator determinante para a persistência da problemática. Nesse sentido, Pierre Bordieu diz que a mídia criada para a manutenção da democracia não deve se tornar mecanismo de opressão. Contudo, percebe-se que a máxima não se aplica a realidade, uma vez que os meio de comunicação não trazem à sociedade conteúdos pertinentes como a doação de órgãos. Em suma, devido ao papel ineficiente das mídias sociais, os indivíduos permanecem alheios aos assunto.

Igualmente,salienta-se o preconceito como mais uma da causas da temática. Sob esse viés, segundo Voltaire “Preconceito é opinião sem conhecimento”. A partir disso, o motivo pelo qual as famílias impedem a doação está diretamente ligado a visão errônea que possuem da situação, muitas vezes relacionada  a aspectos culturais ou religiosos. Logo, faltam medidas pelas autoridades competentes para resolver o problema.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para mitigar o quadro atual. Com isso, convém o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, lançar campanhas na internet e na televisão, que informem e incentivem a doação de órgãos. Isso pode ser feito por meio da apresentação de dados estatísticos que mostre a quantidade de pessoas que esperam por isso, além de depoimentos de sujeitos que enfrentam esse dilema, a fim de desmistificar todos os tabus em torno da questão. Assim, outras medidas devem ser tomadas, porém,de acordo com Benjamin Franklin " A pior das falhas é não fazer nada “.