Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 21/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o cenário atual é oposto ao que o autor prega, uma vez que a doação de órgãos apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Diante disso, deve-se analisar como a falta de conhecimento sobre o assunto e empatia, influência tal problemática.

Em primeiro plano, é fulcral pontuar que o desentendimento de doação deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, há um descomprometimento financeiro em campanhas que visem a interação social para um bem coletivo. Diante disso, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Outrossim, imprescindível ressaltar a falta de empatia como promotor do problema. Isso acontece porque, é difícil se colocar no lugar do outro,além do mais, a família se sente vulnerável diante da perca do ente querido, logo, o instinto protetor é exaltado. Partindo desse pressuposto, há uma falta de reflexão no momento da dor, levando os familiares a optarem pela recusa de doar. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de compreensão contribui para a perpetuação do quadro deletério.

Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuante ao entrave abordado. Dessarte, com o intuito de mitigar a doação de órgãos necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em campanhas com o intuito de conscientizar a população sobre os benefícios de se tornar um doador ajudando, e praticando o bem ao próximo para que assim, essa pessoa tenha tempo de viver e aproveitar o máximo. Desse modo, os dilemas da doação de órgãos deixará de ser uma realidade brasileira, e assim a coletividade alcançará a Utopia de More.