Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 22/10/2019
Em 1954, Dr. Joseph E. Murray realizou o primeiro transplante de rins entre gêmeos idênticos. Os riscos eram altos, poucas chances de sobrevivência após a cirurgia, portanto, na década de 80 o avanço da ciência e tecnologia possibilitaram os medicamentos imunossupressores a pratica de transplante de órgãos e tecidos. Mas surgiram empecilhos alavancando o preconceito e falta de informação.
Convém ressaltar, que o Brasil é referência mundial em transplante, cerca de 96% dos procedimentos é financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É indubitavelmente as famílias enfrentar uma série de divergências éticas, a religião costuma adentar no ambiente da decisão, alimentando um milagre, causa impossível para um diagnostico de morte encefálica, ocasionando a negação na doação de órgãos.
Além disso, a falta de dialogo entre o âmbito familiar é conspícuo, gerando o não saber entre o ente querido sobre o futuro, ocasionando injunção sobre o dilema. A lei brasileira, confirma que a doação de órgãos é efetivamente realizada após a confirmação dos familiares, fragmentando qualquer tabu com, por exemplo, o mercado negro de órgão não existentes.
Diante dos fatos supracitados, a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) teria um desafio a ser traçado, estimulando mais campanhas publicitarias na sociedade civil, formulando palestras em escolas publicas, municipais e particulares, conscientizando as nossas crianças ao ato de solidariedade. Como dizia, a escritora brasileira Cora Coralina, ‘‘Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina’’.