Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 22/10/2019
Na obra “Utopia”, do filósofo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se estabelece livre de conflitos e problemas. Hodiernamente, no contexto brasileiro, a doação de órgãos ainda é um desafio no país, o afastando da sociedade utópica descrita pelo filósofo. É notório que, isso ocorre, infelizmente; devido a recusa familiar no transplante de órgãos, causando a morte de diversos necessitados.
Primeiramente, as famílias tem um papel importante nesse dilema. Segundo a ABTO( Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), cerca de 47% das famílias se recusam em doar os órgãos de parentes mortos. Nesse sentido, cabe ressaltar que tal rejeição é fruto do medo familiar, de que o transplante seja efetivado de forma ilegal pelos médicos, sem seu consentimento. Faz-se imprescindível, portanto, a distinção dessa conjuntura vigente no corpo social.
Em segundo plano, as consequências da não doação são desastrosas. A partir disso, cabe-se analisar uma pesquisa divulgada pelo G1, a qual consta que cerca de 2,3 mil pessoas morrem, anualmente, na fila de transplante. Infere-se, mediante o descrito, que é urgente a modificação do contexto estabelecido, afinal, vidas estão sendo descartadas, quando poderiam ser salvas. Desse modo, urge medidas mitigadoras.
Destarte, é necessário obter subterfúgios a fim de solucionar essa inercial problemática. Dessa forma, o Ministério da Saúde, em parceria com a iniciativa privada, deve mudar a opinião das famílias acerca da doação de órgãos, por meio de agentes fiscalizadores, que irão observar todo o processo de transplante, a fim de assegurar a legalidade desse. Com isso aplicado, a rejeição à doação de órgãos diminuirá, e a sociedade utópica de More estará mais perto da realidade.