Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 22/10/2019
Segundo o filósofo Platão “O importante não é viver, mas viver bem”. Com efeito, nota-se que a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Por isso, faz-se necessário debater acerca dos dilemas da doação de órgãos no Brasil, tendo em vista que a diminuição dessas doações põe em risco a vida de inúmeras pessoas. Diante desse cenário, nota-se, portanto que a ausência de informação juntamente com o preconceito imposto pela população, influencia diretamente na resolução dessa problemática.
Em primeira análise, verifica-se que a falta de informação da sociedade é um forte agravante para o quadro apresentado. Sob essa perspectiva, cabe ressaltar que o Ministério da Saúde divulgou a média de indivíduos na fila de transplante, o número é de 41.266, e o número de doadores é de apenas 1.765. Dessa maneira é válido se perguntar o que o Governo tem feito para reverter esse quadro, pois a grande diminuição na quantidade de doadores e a dificuldade na elevação desse número encontra-se justamente na falta de políticas públicas que favorece o aumento de doações de órgãos no Brasil.
Além disso, o preconceito imposto pela sociedade, dificulta o acesso as informações decorridas. Ademais é necessário que haja um incentivo da parte dos influenciadores sociais da população com o apoio do Estado para que ocorra uma diminuição drástica dessa realidade. Essa proposta pode ser analisada a partir da citação do filósofo Jean rousseau “A vontade geral deve emanar de todos, para ser aplicada a todos”. Tal citação remete justamente ao pensamento coletivo ao estabelecer um desejo que amplie o bem a toda sociedade, o que certamente solucionaria em grande parte os fatores apresentados ao longo do texto.
É preciso, portanto urgir medidas capazes de atenuar essa problemática. Para tanto, faz-se necessário o Ministério da Saúde juntamente com o Governo, criar um programa de orientação e informação sobre doação de órgãos, por meio de propagandas televisivas e sites oficiais, com o apoio de médicos e profissionais da área, afim de esclarecer o assunto e aumentar o número de doadores. Outra medida precisa ser fomentada pelo Ministério da Saúde e Educação, na disponibilização de palestras em ambientes escolares, com a presença de pais e filhos, por meio de educadores capacitados na abordagem do assunto, afim de apresentar o funcionamento do sistema de doação de órgãos e a importância que essa ação trás as pessoas, com o propósito de diminuir o preconceito e retomar a visão de Platão sobre a importância de viver bem.