Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 23/10/2019

De acordo com o princípio da responsabilidade do filósofo contemporâneo Hans Jonas, ser ético é quando o indivíduo realiza uma ação pensando nas demais pessoas, e que a sua atitude deve servir de exemplo para as gerações futuras. Contudo, o cenário visto pela doação de órgãos impede que isso aconteça na prática, devido não só à falta de conhecimento da sociedade sobre como funciona o processo de doação, como também à falha do governo em garantir profissionais capacitados em toda região. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para resolver essa problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de autorização dos familiares é fator determinante para o aumento da fila de espera para os transplantes. Nessa lógica, de acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a falta de conhecimento sobre a morte encefálica é a principal causa de recusa das doações. Por isso, a ignorância sobre o assunto impossibilita a preservação de muitas vidas.

De mesmo modo, destaca-se a dificuldade do Estado em cumprir as leis sobre à cidadania. Nesse sentido, ao contrário do pensamento do filósofo, o governo também colabora com atitudes antiéticas a partir do momento em que não realiza o direito social social de inclusão definido pela Constituição Federal de 1988. Portanto, é inaceitável que com a alta cobrança de tributos imposta ao cidadão, ele não possa contar com uma equipe de saúde completa suficiente para atender a demanda de todo o país.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Saúde, forneça em pelo menos todas as capitais uma equipe de multidisciplinar específica de saúde e comunicação social, por meio de bons concurso públicos, com o intuito de orientar e salvar o maior número de pessoas possível. Espera-se, com isso, promover a empatia, objetivando, assim, o bem-estar dos envolvidos.