Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 24/10/2019
Durante a Idade Média, o número de mortes por complicações ou falência de órgãos aumentou exponencialmente em detrimento ao aparecimento de algumas doenças pouco conhecidas pela medicina medieval. Concomitantemente, mesmo após séculos de avanço medicinal e a adoção de práticas a favor da doação de órgãos, tal problemática ainda é decorrente no Brasil. Sob esse aspecto, pode-se analisar as principais causas e consequências que propiciam a permanência do impasse, uma vez que, o déficit de doadores ainda é extremamente preocupante quando comparada à fila de espera para o recebimento de órgãos em todo o país.
Em síntese,a sociedade deve estabelecer pontes ao invés de abismos. Dessa forma, William James - filósofo e psicólogo- entendia que, o ser humano pode alterar sua vida ao mudar de atitude mental. Eventualmente, cabe pontuar que o dilema referente ao déficit de doadores deve-se principalmente pelo tabu ainda existente acerca do assunto, que inviabiliza o aumento de doadores, aliado a ausência de ações afirmativas, que incentivem o sentimento de solidariedade e conscientização social sobre o impasse. Outrossim, espera-se reverter a situação inerente as raízes da sociedade, de modo a reafirmar tal máxima do filósofo em questão.
Ademais, a ausência de informação gera imbróglios. Nesse sentido, é possível reafirmar tal cenário ao passo que, entre 2004 e 2014 o número de doadores aumentou cerca de 63,8% ,que correspondem a 23.226 enfermos. Porém, ainda é um valor muito inferior quando comparado à fila de espera,que atualmente representa aproximadamente 36.000 pacientes, de acordo com o Ministério da Saúde. Dessa maneira, os resultados gerados a partir de tais dados são perceptíveis, uma vez que, muitas famílias não concordam com a doação dos órgãos de seus entes falecidos pela falta de uma correta instrução. Por consequência é gerada a estagnação da fila de espera por transplantes.
Em suma, o dilema referente a doação de órgãos é, portanto, resultado da escassez de debates sobre a importância do ato, que influencia diretamente na formação conscientizadora do mesmo.Logo, medidas devem ser tomadas com o intuito de aumentar o número de doações. Primeiramente,o Ministério da Saúde deve promover uma maior integração social referente a importância do transplante, visto que, tal ação salva vidas, por meio de projetos que além de enfatizar, também incentivem a ação solidária , através da elaboração de depoimentos médicos e de famílias que concordaram com a doação. Assim, espera-se findar todas as dúvidas e medos decorrentes do ato e reconstruir uma sociedade mais solidária, com o fito de eliminar de uma vez por todas o atual dilema existente na doação de órgãos no Brasil. Desse modo, tais dificuldades devem ser deixadas no período da Idade Média.