Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 23/10/2019

Há alguns anos, o Brasil vem passando por uma crise em relação a doação de órgãos, e apesar de ser um tema que é muito discutido na sociedade, é indesejado e negado entre a grande maioria, o que muitas vezes, são motivadas pela falta de informação, influenciando diretamente no processo de doação. Contudo, políticas públicas são fundamentais no processo de repasse de informação e na possibilidade do aumento no número de doadores, consequentemente, a redução das listas de espera.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil é referência mundial na área de transplantes, sendo o segundo maior transplantador do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Apesar disso, as listas de espera das pessoas que necessitam de doação de órgãos é extensa, porém, pesquisas apontam que no ano de 2018 o número de doadores cresceu, o que faz perceber que a doação de órgãos é um problema que está encaminhando para a resolução. No entanto, as soluções tomadas pelo Governo Federal e pelo Ministério da Saúde ainda não são suficientes para diminuir o número imenso na espera de órgãos, espera-se então, que mais pessoas possam ter o conhecimento do processo de doação para alcançar a redução do número de pessoas nas listas do país.

Atualmente, cerca de 96% dos transplantes são realizados pelo SUS - Sistema Único de Saúde,  e apesar dos pacientes receberem uma assistência de maneira gratuita e integral, a negação ainda está muito evidente no processo de doação, dificultando na retirada dos órgãos, no tempo de transporte e reimplante. Com isso, os profissionais de saúde tem um árduo trabalho para conscientização da família e conseguir o consentimento. Dessa forma, espera-se que hajam mais possibilidades de repasse de informação para a população e desmistificação de alguns mitos, como o adiantamento da morte, que a grande parte acredita ser um fator que influencia no desejo de doação por parte da instituição e dos profissionais de saúde.

Destarte, sabe-se que o processo de doação de órgãos é um problema público que está se encaminhando para o alcance maior no número de doadores. Assim, espera-se que o Governo Federal, juntamente com o Ministério da saúde possibilitem informações sobre as possibilidades e os benefícios da doação de órgãos, através das grandes mídias, como na internet, televisão e jornais. Além disso,  palestrantes, psicólogos e funcionários das redes de transplantes, com o apoio de escolas e universidades, ministrar palestras e conversas afim de repassar a informação e tentar mobilizar a população a se tornar doador. Com isso, o país se tornaria ainda mais referência nos transplantes, o número de pessoas das listas de espera reduziriam e mais pessoas teriam a possibilidade do prolongamento de vida.