Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 24/10/2019
Notoriamente, observa-se, ao decorrer dos anos, o aumento gradativo de impasses para a doação de órgãos no país. Embora nos últimos anos o número de transplantes realizados cresceu aproximadamente 63% segundo dados do Ministro da Saúde, ainda é insuficiente, em virtude de da existência de 35 mil pessoas na lista de espera. Logo, este problema está diretamente interligado ao fato de que as famílias são as únicas autorizadas ao consentimento desse processo, assim como as restrições devido a crenças religiosas. Consequentemente, é fundamental medidas que impeçam o desdobramento desse conflito.
A priori, é imprescindível salientar que este problema envolve incontáveis vieses. Segundo o filósofo John Locke, para alcançar o sucesso a sociedade deve corroborar junto ao Estado, nessa conjuntura, a população ainda não tem conhecimento suficiente sobre os benefícios da doação de órgãos, tal como a realização do procedimento. Ademais, de acordo com o artigo 196 da Constituição Federal, a saúde é direito de todos e dever do Estado.
Em segunda instância, vale ressaltar que o indivíduo pode salvar até oito vidas com o transplante de órgãos. No entanto, há religiões como Testemunhas de Jeová que impedem esse procedimento, visto que, contraria os princípios de sua crença, a qual torna-se o avanço médico inapto na situação. De acordo com o livro O Pequeno Príncipe, “o essencial é invisível aos olhos”, em contexto análogo, um simples ato pode ter um enorme significado na vida de outra pessoa.
Portanto, é inegável que o Governo Federal, Poder responsável pela administração nacional, deve incentivar e instruir a sociedade por intermédio de campanhas e palestras, com maior ênfase em ambientes escolares, com a finalidade de conscientizar a futura geração. Outrossim, o Estado, juntamente as instituições religiosas deverá reavaliar a importância da doação de órgãos, visto que esta decisão pode mudar a vida do paciente e de sua família.