Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 24/10/2019
Desde o Renascimento, o funcionamento do corpo humano já despertava interesse nos grandes pensadores. Artistas, como o Leonardo da Vinci, sem a autorização da igreja, estudavam e retratavam em desenhos a anatomia do corpo humano. Nos dias de hoje, com o avanço da Medicina, técnicas como o transplante de órgãos são primordiais para o tratamento e cura de diversas doenças. Dessa forma, faz-se necessária a análise dos dilemas da doação de órgãos no Brasil, a fim de minimizar esses entraves e democratizar esse processo para a população brasileira.
Em primeiro plano, é importante salientar como a burocratização do processo de transplante de órgãos é um entrave para a sociedade. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABOT), mais de 47% das famílias se recusam a autorizar essa ação. Dessa forma, sem o consentimento dos parentes a legislação não permite que a doação ocorra e o número de pessoas que poderiam ser ajudadas é reduzido.
Em segunda análise, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil é referência mundial na área de transplantes e possui o maior público do mundo. Apesar disso, a educação sobre o assunto e deficiente e informações sobre o processo e seu funcionamento não são amplamente divulgadas, causando desinformação na população acerca do tema. Ademais, especialistas, como o Drauzio Varella, apontam que familiares esclarecidos tendem a ser mais receptivos em relação ao transplante, aumentando o número de doações.
Portanto, para ampliar o processo de transplantes e democratiza-lo para a população brasileira, é necessário que o Ministério da Saúde, juntamente com as escolas, amplie o acesso à informação acerca desse tema, por meio de debates e palestras, ministradas nas aulas de Biologia, com a finalidade de educar a população e reduzir a desinformação sobre o tema e suas diretrizes.