Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 27/10/2019

Em 1954, o médico Joseph Eduward Murray realizou o primeiro transplante de órgão vital, que lhe garantiu o prêmio nobel de medicina. Entretanto, a realidade dos brasileiros se mostra indiferente a conquista de Murray. Nesse contexto, falhas governamentais e a ausência de empatia na sociedade brasileira, contribuem para o baixo índice de transplantes de órgãos.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a ausência de investimentos governamentais como propulsor desse impasse. Segundo uma pesquisa realizada pelo G1, o Brasil tem 41.266 pacientes aguardando por transplantes. Mediante o exposto é evidente que em razão de crenças infundadas e a diminuição de campanhas na mídia, muitas famílias acabam negando a doação dos órgãos de seus entes,devido a falta de informações.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de empatia como instigador desse entrave. Parafraseando o sociólogo Zymunt Bauman a modernidade líquida é o modo como as relações se esvaem e se tornam cada vez menos concretas.Trazendo para a sociedade hodierna é notório que o individualismo está prevalecendo, no qual, diante de uma situação difícil, como a morte de um ente, as pessoas não tem a cultura de pensar na vida que poderia salvar fazendo a doação de órgãos.

A partir  dos argumentos supracitados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Nesse contexto, é necessário que o governo em parceria a mídia deve criar campanhas semanais a fim de conscientizar a população sobre a importância de ser doador, deixando esclarecido todas as duvidas da população. Em suma, o ministério da educação(MEC) deve modificar a grade curricular das escolas, promovendo aulas semanais com o tema “Empatia e doação de órgãos” . Com tais implementações dilemas para doações de órgãos será uma mazela passada na história brasileira.