Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 31/10/2019
Na contemporaneidade, no Brasil a doação de órgãos teve um aumento gratificante de 7% em 2018. Entretanto, a quantidade de pessoas que estão na espera por transplantes de órgãos ainda é grande. E a contínua falta de decaimento de cidadãos no aguardo da doações se da em virtude dos dilemas da doações de órgãos no Brasil, que em destaque estão a negação dos familiares da autorização desse procedimento por conta do preconceito a respeito da doação e a falta de humanidade dos profissionais em aspecto do pedido de permissão da retirada dos órgãos diante o luto.
A priori, o preconceito pelos familiares em relação a doação de órgãos acontece como resultado da falta de informação. Na mesma vereda, os parentes tem por base crenças, como por exemplo a certeza de que, se caso aconteça a doação, o corpo irá ficar deformado. De certo, isso poderia ser desmitificado se o Ministério da Saúde instruísse os parentes responsáveis nesses casos. De acordo com o G1, cerca de 50% das famílias negam o transplante de órgãos dos entes falecidos. Isso ressalta o fato que a falta de explicação do processo da doação de órgãos afeta no número de doadores.
Outrossim, para se doar órgão, na legislação brasileira, há a necessidade da autorização dos familiares, entretanto tem que existir sensibilidade em conversar sobre o assunto com os parentes, pois, esses, estão vivenciando o luto e a falta de humanidade do profissional em relação do modo de abordagem pode desestimular os familiares a permitir a doação. Nesse viés, existe a necessidade de preparar os profissionais de saúde para tratar sobre a doação de órgãos diante a perda.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde em conjunto com a Mídia, socialmente engajada, informe a população sobre a doação de órgãos e seus procedimentos, mostrando que é um método que não irá prejudicar o corpo do falecido e, além disso, que uma doação pode salvar até cinco vidas, por meio de propagandas em horários nobres, para que assim os receios e dúvidas sejam supridas e haja o aumento de doações. Ainda mais, o Ministério da Saúde deve preparar os profissionais da saúde para solicitar a permissão da doação de órgãos para a família, meidante de palestras com psicólogos, com o fim de que os profissionais saibam abordar os parentes de forma adequada.