Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 30/10/2019
Contemporaneamente, apesar do Brasil ser um país que caminha para pleno desenvolvimento, ainda se faz notório a presença de dilemas relacionados a doação de órgãos. Esse infortúnio é gerado, ora pela recusa de familiares de um possível doador, pela ausência de informes, ora pela escassez de campanhas hospitalares, relacionados a temática. Logo, remediar tal problemática de faz imprescindível.
Salienta-se, em primeiro ponto, que a recusa familiar para a doação de órgãos possa ser um dos primeiros motivos para o retardo nas filas de espera, comprovado pelo fato de que mais de 30 mil pacientes estão nessa posição de espera, segundo a Associação brasileira de transplante de órgãos. Na série norte-americana Greys Anatomy, a doação de órgãos perante um caso de morte encefálica se faz muito presente, porém a abordagem as famílias da vítima se faz de maneira coerente com o máximo de informes possíveis, levando sempre em consideração a fragilidade do momento. Porém, já na realidade brasileira, ainda se faz notório a falta de informações aos familiares, bem como a ternura em abordá-los. Acarretando em recusas familiares irreversíveis, e assim, dificultando cada vez mais o andamento das filas de espera.
Deve-se ressaltar, além disso, que a escassez de campanhas hospitalares para a disseminação de informações, se encontra muito bem atrelada a mais um dilema da doação de órgãos no Brasil. Segundo o escritor Fraz Kafka " A solidariedade é o sentimento que melhor expressa a dignidade humana". Sendo assim, nota-se que campanhas para espalhar informes e aumentar o número de doadores, está diretamente ligado a solidariedade em questão. Pois, sem as devidas informações sobre o tema possíveis doadores acabam deixando de lado sua pasmosa solidariedade e assim, vidas deixarão de ser salvas.
Torna-se claro, portanto, a urgência de caminhos para acabar com os dilemas de doação de órgãos presentes no Brasil. Faz-se fundamental que o poder público ofereça cursos especializados sobre a abordagem de familiares de possíveis doadores para médicos e enfermeiros, com a finalidade de oferecer informações aos familiares da melhor forma possível, bem como ressaltar a importância desse gesto. Ademais, cabe ao ministério da saúde o reforço de campanhas para a disseminação de informes a fim de que muitas pessoas venham a se tornar futuros doadores. Com esse intercâmbio de medidas alcançaremos em âmbito nacional o fim dos dilemas relacionados a doação de órgãos, e assim, resultando no respeito pela dignidade humana através da solidariedade, como já dizia o escritor Fraz Kafka.