Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 29/10/2019

A Constituição Federal de 1988, assegura a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social.No entanto, o jornal G1 Globo constatou que mais de 35 mil pessoas no Brasil, estão na fila de espera para o transplante de doação de órgãos, o que impede que esta parcela da população desfrute deste direito na prática.Diante desta perspectiva, é vigente frisar que esta realidade persiste seja pela falta de informações acessíveis para as famílias de pessoas falecidas, e a ressalva de sua importância para salvar vidas de quem aguarda por um transplante, ou pelo comércio ilegal no tráfico de órgãos.

Em primeiro plano, é indispensável ressaltar que os dilemas da doação de órgãos no Brasil, transparece de fatores sociais, uma vez que a sociedade molda o indivíduo, assim como defende o sociólogo francês Émille Durkheim.Perante o exposto, fica evidente que esta prática não recorrente no país, contribui para o retrocesso na salvação das vidas que aguardam por um órgão.Embora o historiador, Arthur Scheleisinger afirme que, a tecnologia e a ciência são capazes de revolucionar nossas vidas, a prática do transplante de órgãos depende não só da medicina, mas também dos doadores, para promover vida longa aos que se encontram na fila de espera.

Paralelo a esta questão, é notório que o tráfico de órgãos também atua como promotor do problema, visto que o Ministério Público Federal averiguou que moradores do Recife, iam a África do Sul para vender rins a europeus por até 10 mil euros.Tal problemática, refuta o processo da doação de órgãos e ameaça a qualidade de vida da população, na qual, segundo Thomas Hobbes, é dever do estado torná-la plausível.Desta maneira, é necessário reformular a postura estatal frente ao referido de forma fugaz, na medida que a doação de órgãos torne-se assídua no Brasil.

Assim, evidencia-se, portanto, que medidas são necessárias para conter o avanço do tráfico nacional de órgãos.Logo, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se,reforçar a fiscalização da lei instituída pelo Conselho Federal de Medicina,cujo apresenta esta prática como ilegal.Ademais, é fundamental o intermédio da colaboração de Ong’s que lutam pelo fim do tráfico de órgãos e tecidos, com intuito de punir os criminosos.Aliado a isso, também é vital que o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por meio da Secretaria de Saúde Pública, promova campanhas na qual alertem com dados e pesquisas, a importância da doação para o salvamento de vidas, para que, deste modo, os direitos estabelecidos pela constituição, sejam por fim efetivados.