Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 27/10/2019

Está em tramite no Senado Federal uma lei que pretende tornar a doação de órgãos presumida, ou seja, caso o indivíduo não se manifeste contra, será considerado doador. Essa lei visa suprir a demanda por transplantes, porém provocou forte debate em relação a moralidade da decisão. Faz-senecessário, enfim, entender a função social e humanitária do projeto a fim de aumentar o número de doadores legais.

Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), 47% das famílias se recusam a doar em casos de morte cerebral de parentes. Isso ocorre devido principalmente à falta de informações por parte da população. Dessa forma, esta teme a maculação do corpo de seus entes, sem ponderar os benefícios da doação.

Outrossim, a prática presumida se torna válida na medida em que proporciona melhoria da sociedade. Isso se deve ao fato de que, como afirma John Stuart Mill, a utilidade deum ato ao bem comum éo que determina sua validade ética. A decisão do senado é, portanto, acertiva ao passo que ajude a diminuir a espera por transplantes, e, assim, salve vidas.

Dessarte, objetivando melhorar o suprimento aos transplantes, o Senado deve aprovar a lei supracitada. Ademais, o Ministério da Saúde deve promover uma campanha publicitária, com a finalidade de ampliar a ciência da sociedade a respeito do tema, informando sobre a importância da doação. Por consequência, pode-se contribuir para o bem-estar e a saúde da população.