Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 28/10/2019

O Brasil é referência mundial na área de transplantes de órgãos, figura como o segundo maior transplantador ficando atrás dos Estados unidos, além disso possui o maior sistema público para esse tipo de operação. Contudo, existem doadores insuficientes seja por falta de conhecimento familiar no pós-morte ou pela baixa aderência da comunidade. Desse modo, convém avaliarmos essas questões e seus impactos na vida dos que esperam por cirurgia.

Inicialmente, é preciso salientar que o país possui uma longa lista de espera por algum tipo de órgão, tal fato é revelado por dados do Ministério da Saúde, segundo o mesmo há 33 mil pacientes ativos. Infelizmente, no Brasil a doação após morte encefálica só é feita com autorização da família, a qual muitas vezes desconhece o desejo do parente, esse tipo de obstáculo se reflete na pequena taxa de 60% de doadores. Logo, é preciso que haja uma sensibilização nacional.

Sob essa óptica, é necessário destacar o papel dos órgãos transplantados em vida, é possível um indivíduo viver com apenas um rim ou parte do fígado. Nesse sentido, convém mencionar que o nosso sistema único de saúde realiza 90% dos procedimentos e configura uma das maiores redes gratuitas mundiais, portanto o donatário não arca com nenhum custo e contribui para salvar uma vida que poderia vir a óbito. Nesse aspecto, é imprescindível a participação da sociedade.

Por fim, precisa-se de medidas que solucionem essa problemática. Para tanto, o Ministério da Saúde deverá investir uma parcela dos tributos em campanhas publicitárias com caráter humanizado, elas devem mencionar que apenas um doador pós-morte pode salvar dez vidas e comentar sobre a importância de ser doador em vida e comunicar sua família. Através da informação e conhecimento será possível reduzir a atual fila de espera do SUS.