Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 29/10/2019
Consoante a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2013, 47% das famílias se recusaram a doar órgãos do indivíduo após morte cerebral. Em razão disso, um dos fatores propulsores para esse evento é a falta de conhecimento e a decisão ser atribuída aos familiares.
Com isso, a ABTO afirma que, muitas vezes, a insuficiência da doação de órgãos pode ser por insciência sobre a irreversibilidade da morte encefálica. Em vista disso, pode-se afirmar que essa é caracterizada pela inativação de toda atividade cerebral da pessoa, uma vez assim, não pode ser mais revertida. Dessa maneira, por não compreender esse acontecimento, existe uma esperança referida ao paciente, o que culmina para essa árdua decisão de ceder uma parte do corpo do indivíduo.
Conforme a lei 9.434, quem decide se a pessoa poderá doar seus órgãos, após o óbito, são os parentes. Em analogia a isso, mesmo que tenha sido do querer do paciente, a decisão final é atribuída a eles. No entanto, pela falta de preparação e conhecimento sobre a importância dessa questão de doação de órgãos para outras pessoas, predomina a recusa para essa ação.
Em síntese, haja visto que a população precisa de mais doadores de órgãos no país, a sociedade necessita de mais incentivo e que a decisão seja atribuída a própria pessoa. Para tanto, é dever do poder Legislativo modificar a lei 9.434 para que todos os indivíduos possam tomar a decisão de ser doador, e não ser dever da família. Ademais, o Ministério da Educação deve mostrar, por meio de especialistas que realizam palestras nas escolas, a importância da doação de órgãos para outras pessoas.