Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 01/11/2019
Com o advento da tecnologia, foi possível desencadear diversos avanços, principalmente no setor hospitalar, entre eles destaca-se a doação de órgãos. Todavia, essa temática ainda enfrenta problemas no cenário atual. Isso se evidencia não só pelo reduzido conhecimento acerca do transplante, quanto pelo atraso na lista de espera. Nesse sentido, faz-se necessário a análise dessa problemática no tecido social vigente.
Em primeiro plano, consoante Francis Bacon, conhecimento é poder. Nesse contexto, pode-se afirmar que a falta de informações sobre a doação de órgãos representa uma entrave na sociedade, visto que gera deficiência no número de doadores, acarretando instabilidade no quadro de transplantes em que o número de necessitados é maior que o de doadores. Assim, é imprescindível que haja mudanças para amenizar essa mazela.
Outrossim, a longa fila de espera atua como um fator agravante da situação. Isso deve-se, segundo Bauman, a fluidez das relações e emersão do individualismo. Dessa forma, a máxima vai de encontro à realidade brasileira, uma vez que apenas uma pequena parcela da população doa órgãos. Prova disso são dados da Associação Brasileira de Órgãos, em que 47% dos familiares recusam-se a doar os órgãos do ente falecido, corroborando no aumento da lista de espera e consequente morte de pessoas, que não podem esperar muito por um órgão ‘’novo’’.
Destarte, a problemática da doação de órgãos no Brasil faz-se indispensável de mudanças. Cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, promover melhorias nesse setor, por meio de campanhas informativas, inteirando a população sobre os transplantes, visando aumentar o número de doadores e a consequente diminuição de pacientes que esperam na longa lista de espera, e assim ratificar a máxima de Francis Bacon.