Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 30/10/2019
Na série televisiva norte-americana “Grey’s Anatomy”, vê-se a dificuldade em encontrar doadores de órgãos em um cedo hospital privado. Semelhante à ficção, os brasileiros que necessitam de transplante também esbarram na falta de concessores. Essa problemática é causada, principalmente, pela falta de conscientização a população acarretando assim em uma grande fila de espera.
Primeiramente, vale salientar que há poucos casos de doação pela falta de informação a sociedade. Prova disso, é uma pesquisa do Ministério da Saúde(MS) revelando que os transplantes são barrados, principalmente, pelas famílias dos falecidos, o principal argumento usado é de que eles não sabem se o defunto queria ser concessor após sua morte. Diante disso, fica evidente que as pessoas devem ser alertadas para deixar claro que querem contribuir com os transplantes após seu falecimento.
Em consequência da falta de doação, destaca-se o sofrimento dos cidadãos que estão na fila de espera. De acordo com uma reportagem divulgada pelo jornal da Record, o entrevistado José Luiz está aguardando a mais de cinco anos por um transplante, ele alega sobreviver com muitas dores e dificuldades em fazer ações consideradas fáceis pelo resto da população. Posto isso, é inadmissível que o Estado mantenha-se omisso a resolução dessa problemática, tendo em vista que a Constituição Federal garante a todos vida, saúde e educação.
É mister, portanto, que o MS em parceria com emissoras de televisão e canais do “YouTube’’, criem campanhas de conscientização informando a importância do transplante de órgãos, além de pedir que as pessoas deixem claro aos seus familiares o desejo de ser doador. Dessa forma, o número de transplantes aumentará, a fila de espera será diminuída e os problemas também encontrados em “Grey’s Anatomy” serão atenuados.