Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 29/10/2019

Desde o Iluminismo,entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.No entanto,quando se observa a questão da doação de órgãos no país,verifica-se que esse ideal iluminista é contestado na teoria e não desejavelmente na prática,e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país.Nesse contexto,torna-se clara a presença da resistência familiar,bem como a ausência de empatia social.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema.Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais,em qualificação profissional e em melhor suporte psicológico,medidas que tornariam o ambiente social  mais saudável para os cidadãos e,devido à falta de fiscalização por parte de algumas gestões,isso não é firmado.

Outro fator relevante,nessa temática,é a resistência familiar,que ainda é agente ativo na manutenção e potencialização da limitação de transplantes frente à sociedade.Contudo,é fundamental pontuar   os efeitos do aumento  da queda  na taxa de doadores : espera de pessoas em filas muito extensas.Pois,de acordo com Durkehim,o fato social,é uma maneira coletiva de agir e de pensar,dotada de exterioridade,generalidade e coercitividade.

É evidente,portanto,que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor.Destarte,cabe à sociedade,em parceira com a mídia,a fim de buscar conscientizar,disseminar,nos meios de comunicação,propagandas que mostrem aos cidadãos o que a negação desse ato de solidariedade  pode causar.Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire,a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo.Ademais,o Ministério da Educação(MEC) deve instruir,nas escolas,palestras administradas por psicólogos,que discutam a ampliação do número de doadores,a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras,assim como na alegoria da caverna de Platão.