Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 29/10/2019

Graças aos avanços da medicina, desde 1980, com a criação dos imunossupressores, foi possível o transplante de órgão entre pessoas de diferente grau parentesco.Desde então, a doação de órgãos vem sendo ampliada mundo a fora e o Brasil entra em destaque em números de transplantes realizados. Entretanto, a impasses que prejudicam a efetividade desse avanço, são eles: à falta de conhecimento especifico por parte da família e a logística de transporte de órgãos brasileira.

Primordialmente, é fulcral pontuar que muitas das famílias acabam por negar a doação de órgão de um parente em situação vegetativa por falta do conhecimento da situação. Segundo a ABTO- Associação Brasileira de Transplante de Órgãos- cerca de 47% das famílias recusam a doar órgãos de parentes com morte cerebral. Essa negativa, na maioria das vezes é pela esperança de uma possível recuperação, essa ilusão advinda da falta do conhecimento do irreversível. Faz-se mister, portanto que o Estado reformule estratégias para maior efetivações de doações.

Outrossim, é valido destacar que existem dificuldades locacionais e à falta de um transporte eficaz pode causar a falha de um transplante. Diante disso, no Brasil, eventualmente, encontra-se um sistema de locomoção eficaz, com presença de heliportos e jatinhos para o transporte de órgãos com menor tempo de isquemia. Na série de TV, Grey’s Anatomy, retrata a rotina de médicos em um hospital, em certo episodio, um transplante emergente quase foi enviável devido ao atraso pela falta de helicópteros disponíveis. Fora da ficção, no Brasil essa realidade é vigente.

Em suma, é essencial que o Estado tome atitudes para conter esse problema. Logo, o Ministério da saúde, através dos hospitais, crie politicas internas que visem a efetivação de diagnóstico em casos de morte cerebral e a Secretária da Saúde, deve informar a família sobre a irreversibilidade da situação e convencer sobre uma possível doação. Espera-se, com isso, a redução da negativa familiar quanto a doação e a redução da fila de transplante. Feito isso, o problema gradativamente será erradicado.