Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 30/10/2019

No atual contexto, com o avanço da tecnologia e da medicina, diversos estudos e pesquisas foram feitas, visando, na maioria das vezes, melhorar a expectativa de vida da população. Contudo, apesar de ter ocorrido esse avanço, a população ainda carece da doação de órgãos, isso ocorre pois, muitas vezes, não é divulgado informações sobre como se tornar um doador, ou, até mesmo, o que ocorre quando não se doa. Além disso, existe uma parcela da população que prefere vender clandestinamente seus órgãos, fazendo com que essas pessoas coloquem sua vida em risco, o que confere uma carestia de dinheiro. Esses dilemas fazem com que a quantidade de indivíduos necessitados não seja compatível com as que estão dispostas a ceder seus órgãos.

Primeiramente, vale ressaltar o efeito que, assim como na série “Grey´s Anatomy”, em que em diversos episódios são retratadas pessoas que esperam por muito tempo nas listas de transplantes, fora da ficção tal narrativa também é evidente. Por causa da falta de informação, diversos indivíduos não escolhem ser doadores, o que torna a quantidade de órgãos disponíveis muito pequena e faz com que as listas de espera para conseguir o transplante sejam enormes, comumente ocasionando em morte dos pacientes que estavam aguardando.

Ademais, na novela brasileira “Salve Jorge”, a personagem principal recebe a oportunidade de ir para outro país e melhorar suas condições de vida. Todavia, acaba se tornando vítima do tráfico de pessoas, correndo risco de seus órgãos também serem traficados. De forma análoga, diversas pessoas da população mundial estão em busca de melhores condições de vida e qualquer opção vista como oportunidade para melhorá-la é levada em consideração, o que pode comprometer a vida desse indivíduo, pois essas ações são clandestinas e, geralmente, feita de forma irregular, por pessoas que só estão visando o lucro e podem até traficar mais órgãos do que o indivíduo, que confiou nesse “sistema”, esperava.

Impende, portanto, que os dilemas da doação de órgãos deixe de ser realidade. Logo, cabe ao Governo, juntamente com a OMS (Organização Mundial Da Saúde), criar campanhas que, através de veículos midiáticos, disseminem informações sobre como se tornar um doador de órgãos, visando também deixar claro os efeitos positivos que essa decisão pode gerar, salvando muitas vidas ao invés de simplesmente ser descartado. Além disso, cabe também ao Governo incentivar a doação, por meio de bonificações, para que as pessoas com baixas rendas se sintam “atraídas” pelo processo correto de doação ao invés de optarem pelo “sistema clandestino”. Assim, será possível fazer com que a quantidade de indivíduos necessitados da doação seja compatível com os dispostos a doar.