Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 30/10/2019

No filme “Adrenalina 2” o personagem principal corre atrás de seu coração, que foi capturado por mafiosos, para que consiga continuar vivo. Fora da ficção, muitas pessoas, assim como o personagem, enfrentam dificuldades para conseguir órgãos que as ajudariam a se manter vivas. Diferentemente do que ocorre no filme, entretanto, esses conjuntos de tecidos se encontram nos corpos de outros seres humanos, precisando ser doados para que cheguem a esses indivíduos. O problema, contudo, é que a liberação de órgãos ainda recebe constantes recusas na atualidade, em decorrência da falta de conhecimento de indivíduos que poderiam cedê-los sem prejuízos para a própria saúde e da forma como familiares cujos parentes sofreram morte encefálica são abordados.

Inicialmente, vale salientar que a ideia de doar um órgão costuma incomodar as pessoas, como se isso fosse trazer um grande prejuízo para a sua saúde. Porém, de acordo com o médico Draúzio Varella um indivíduo pode doar um rim, parte de um pulmão, parte da medula óssea e grande parte do fígado sem que sua qualidade de vida seja prejudicada. Como segundo o portal G1 35000 seres humanos necessitavam de transplantes em 2016, seria fundamental que as pessoas tivessem essa informação, para que esse número fosse diminuido.

Em adição, vale ressaltar também que o contato com os famíliares do parente que faleceu por morte cerebral ocorre pouco tempo depois que eles foram noticiados sobre o caso. Além disso, como o coração do ente querido continua batendo com o auxílio de máquinas, eles não aceitam que ele não está mais entre os vivos. Nesse cenário, assinar um documento que permita a retirada de parte do corpo de alguém especial, é uma prática muito complicada, de modo que, conforme divulgou o Ministério da Saúde, 47% das famílias se recusam a tomar essa decisão.

Sendo assim, é essencial que o Ministério da Saúde esclareça para a população, por meio de campanhas publicitárias e postagens nas redes sociais do governo, ações que hoje precisam ocorrer com mais frequência, que a doção de alguns órgãos pode ser feita sem prejuízos para a saúde do doador, a fim de diminuir o tempo que se espera para um transplante na atualidade. Por fim, é necessário que psicólogos atuem juntamente com os médicos e enfermeiras responsáveis pela captação de órgaõs, a fim de evitar que pessoas sejam prejudicadas pelo estado emocional de famílias que são potenciais doadoras.