Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 30/10/2019
O Ministério da Saúde estabeleceu o dia 27 de setembro como Dia Nacional de Doação de Órgãos e lançou campanhas para incentivo e conscientização. Porém, segundo o jornal O Globo mostra que 50% das famílias se recusam à doação por desconhecimento dos procedimentos, o que acontece pela falta de campanhas corroborando a situação. Além disso, trata-se de uma pauta pouco explorada, dificultando que a população compreenda a importância e fiquem cientes das vidas que podem ser salvas.
Em primeira instância, segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), apenas 30% dos casos por morte encefálica (morte cerebral) as famílias autorizam a doação. Nos demais, pela falta de esclarecimento desses indivíduos a tendência natural é a negação, já que não é comum campanhas nas redes sociais, jornais, entre outros meios sobre o assunto. Alguns também acreditam que podem ocorrer roubos como forma de corrupção dos hospitais, complicando a situação dos que aguardam na lista de espera.
Desse modo, cresce o número de pessoas que chegam em média a 35 mil na fila de espera do C.T.U. (Cadastro de Transplante Único) aguardando por um telefonema que conseguiram um doador compatível, mas muitos morrem na fila de espera. Uma pessoa pode salvar em média 8 vidas. Se as famílias fossem mais conscientizadas todos podem ser doadores (visando os casos de saúde dos indivíduos), evitando as filas de espera e falecimento por não terem compatibilidade.
Portanto, são necessárias medidas para amenização da falta de doação de órgãos e parentes conscientes sobre a importância do assunto. Logo, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação devem promover campanhas nas redes sociais, internet, palestras nas escolas aumentando o índice de informação nas crianças, adolescentes e adultos, tornando mais comum o assunto, acarretando em mais indivíduos consciente do assunto, logo, mais doadores de vidas.