Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 30/10/2019
Em seu conto “Extensão Justa”, Stephen King apresenta um homem em terrível estado de saúde que encontra uma “extensão” para sua vida com um vendedor às margens da rodovia. Em contraste com a realidade, isso é improvável - pessoas enfrentam diversos dilemas para conseguir um órgão por meio de doação no Brasil. O receio das famílias acaba por aumentar a fila de espera provocando graves efeitos no corpo social.
É de extrema importância ressaltar uma peça fundamental para o andamento do processo de doação: a autorização da família. Segundo Arthur Chioro, atual ministro da saúde, necessita-se da solidariedade das famílias brasileiras pois são responsáveis por autorizar a doação do familiar como previsto em lei, em caso de doador falecido. Com a liberação pelos responsáveis, diversas vidas podem ser salvas por todo país. Ainda vale aludir que a enorme fila de espera acaba com a chance de várias pessoas. Pacientes que aguardam por órgãos extremamente importantes e de difícil substituição por máqunas - como o coração, por exemplo - necessitam de um transplante o mais rápido possível pois sem eles o indivíduo não possui chances de sobrevivência. Quanto maior a espera, maior o número de mortes e pessoas vivendo com dificuldades. É necessário, portanto, promover ações que modifiquem essa realidade. Logo, cabe ao ministério da saúde o aumento do incentivo a doação por meio de palestras, anúncios e campanhas com o propósito de conscientizar a população. Ademais, é essesncial que os governos municipais através de suas secretarias de saúde divulguem locais para doação. Com essas medidas espera-se que as pessoas tenham a oportunidade de sobrevivência e melhora nas suas condições de vida.