Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 30/10/2019
A campanha " Setembro Verde " visa estimular o processo de doação de órgãos no cenário brasileiro, mediante à inserção de uma mentalidade de adoção a esse tipo de causa. Entretanto, tal fato, apesar de positivo, não soluciona os entraves da doação de órgãos no Brasil. Esse panorama aflitivo, evidencia-se pela ineficiente conduta estatal diante da regulamentação da prática de transplantação de tecidos e órgãos, em companhia , com os paradigmas da sociedade civil tupiniquim em relação ao engajamento da cultura de transplantes.
De fato, a ineficácia do Estado é um obstáculo responsável pela dificuldade da dinamização da doação de órgãos. Sob essa ótica, a lei brasileira nº 9434 possui a função de regulamentar as atividades relacionadas a transplantação de órgãos e tecidos. Dentre essas regulamentações, destaca-se que o processo é concluído somente com a autorização familiar do possível doador. Essa condição, impede a concretização da doação de órgãos, visto que o processo não depende da escolha individual do doador, e sim, preferencialmente, de sua família, tal condição, sobretudo, viola a liberdade do indivíduo sobre seu corpo. Ademais, essa conjuntura necessita de solução para a ocorrência da dinamização da transplantação de tecidos.
Outrossim, os desafios brasileiros relacionados à doação de órgãos enfrentam também a falha cultura de engajamento existente. Nesse sentido, observa-se que existem causam de mobilização semelhante ao " Setembro Verde “, todavia, a sociedade brasileira comporta-se de modo indiferente. Esse tipo de ação, reduz as chances de dissolver os paradigmas e dilemas criados pela mentalidade civil brasileira de rejeitar as práticas e cultura de transplante. Com isso, torna-se necessário desconstruir essa visão preconceituosa tupiniquim para consolidar o funcionamento do sistema se transplantação de tecidos.
Portanto, a fim de garantir a continuidade da prática de transplantes , necessita-se combater os dilemas da doação de órgãos no Brasil. Desse modo, cabe a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), por meio da Organização de Procura de Órgãos (OPO), criar uma cultura que desconstrua a indiferença da sociedade em relação a transplantação de tecido, buscando,principalmente, a manutenção da decisão sobre a doação, tal cultura deve ser disseminada pelas mídias sociais, uma vez que concentra um grande raio de alcançe. Com isso, será possível o pleno funcionamento de campanhas pro- doação como " Setembro Verde” .