Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 02/11/2019

De acordo com a Agência Brasil, nos últimos anos observou-se um aumento no número de transplantes e, consequentemente, de doação de órgãos no Brasil. Contudo, devido à desinformação, ocasionada pela falta de propagandas, e o medo por parte da maioria da população, a iniciativa de doação não consegue ampliar-se. Logo, medidas fazem-se necessárias para mudar esse cenário.

Como supracitado, a desinformação é um percalço para a ampliação da doação. De acordo com o filósofo alemão, Jürgen Habermas, deve-se buscar, na ação comunicativa, uma harmonia de interesses que gerará o consenso da população. Assim sendo, a falta de informação à respeito da doação - consequência da falta de propagandas - acaba acarretando o desconhecimento da importância do ato e, portanto, não ocorre a ação comunicativa e, consequentemente, o consenso necessário para efetivar a iniciativa.

Outrossim, o medo da populaçao, devido à falta de conhecimento do processo de doação e transplante, é outro fator agravante. Segundo Immanuel Kant, filósofo alemão, deve-se agir conforme o imperativo ético categórico, ou seja, agir de tal forma que a máxima da ação possa ser uma lei universal. Paralelamente ao exposto, o hábito da doação deveria ser uma lei universal, tomando por base a ética kantiana, afinal sendo a máxima uma boa ação, converter-se à em uma lei universal. Contudo, o medo provocado por não conhecer o processo de doação e destinação, impossibilita a universalidade da boa ação e a ampliação da doação.

Destarte, nota-se que medidas fazem-se necessárias para mudar esse cenário. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, junto as mídias sociais, que possuem o papel social de informar e conscientizar, promover uma campanha nacional de conscientização acerca da importância da doação de órgãos. Ademais, cabe aos municípios, por meio das unidades básicas de saúde, distribuir folhetos informativos à respeito dos processos não apenas de doação, mas de destinação dos órgãos.