Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 01/11/2019
Segundo o filósofo Michel Foucault:“Precisamos resolver nossos monstros secretos,nossas feridas clandestinas e toda insanidade oculta”.De forma análoga,os obstáculos para a doação de sangue no Brasil,comporta-se como uma mácula ,na qual impede o exercício pleno da cidadania no século XXI no país.Tal conjuntura evidencia-se tanto pela falta de estrutura no sistema de saúde brasileiro quanto pelo alto índice de desinformação por parte de uma maioria ,em torno da importância da doação de órgãos. Desse modo,é inevitável a necessidade de ações reparadoras de tal problema de ordem social.
Em primeira análise,é importante sinalizar a precariedade do sistema de saúde,impossibilitando a qualidade da doário de órgãos.Isso se evidencia-se,no artigo publicado pelo jornal Folha de São Paulo que aponta a demora na notificação da morte cerebral,resultando mo desperdício de 50% dos órgãos com potencial de transplante.Em contrapartida,a Constituição Federal de 1988-norma de maior hierarquia no sistema judiciario do país-assegura mno seu Art.6º mecanismos essenciais à cidadania dentre elas a saúde na sua completude.Logo,é inegável o quanto a precariedade das estruturas é responsável por limitar as doações.
Em segunda análise,a ferida citada anteriormente por Foucault se faz presente também na predominante desinformação da população frente ao doário de instrumentos necessários à vida.Historicamente,a sociedade do Brasil sofreu pela falta de conhecimentos do povo frente a questão em torno da saúde como por exemplo: a revolta da vacina na qual prolongou o combate a doenças virais no país.Entretanto,hodiernamente o Brasil ainda sofre com as consequências da ignorância da população amostra na pesquisa feita Associação Brasileira Transplante de Órgãos na qual afirma,dos 10 mil casos de morte cerebral apenas metade possui permissão por parte da família para a retirada.Dessa maneira,é claro o quanto a sociedade sofre reclusas por conta desta desinformação que deve ser combatida.
Sendo assim,fica claro ações de caráter intervencionista afim de conter as máculas limitadoras do exercício pleno da cidadania em torno dos obstáculos da doação de órgãos.Para que isso ocorra,o Ministério Publico deve inferir uma ação cívil com o Ministério da Saúde acionando uma ampla e melhor gerenciamento do processo de doaçõo em todos os postos de saúde do país.Para tanto,o Ministério da Educação-ramo responsável pela formação cívil-deve proporcionar palestras,projetos e pesquisas educativas sobre a importância e necessidade da doação de órgãos por meio das escolas,institutos federais e Universidades,para quê toda população tenha acesso a informação confiável.Dessa maneira,o problema será sanado,apartir de ações reparadoras na estrutura e conhecimento .