Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 01/11/2019
Fruto do desenvolvimento de técnicas de transplante desenvolvidas pelo médico Joseph Edward Murray, os primeiros transplantes de órgãos vitais no Brasil, ocorreram em 1968. Contudo, apesar do aumento na taxa de doações, muitos se encontram perante os obstáculos atribuídos a infraestrutura hospitalar e a não autorização familiar ante dilemas.
De acordo com a Constituição Federal, as exigências para ser um doador de órgãos incluem um documento que comprove a autorização do doador e de seus familiares. Assim, pacientes que sofreram perda de órgãos, perante autorização poderão se beneficiar. Nessa perspectiva, podemos citar a série Norte-americana Greys Anatomy, que em diversos episódios é mostrado situações similares em que os médicos recorrem e dependem de familiares para salvar pacientes. Não raro, muitos desses morrem ou perdem órgãos na lista de espera, por dependerem de uma decisão.
Constantemente, grande parte das recusas familiares são atribuídas ora por falta de informações, ora pelo individualismo. De fato, é existente uma grande dor ao perder um ente querido, porém, muitos se esquecem das enormes listas de espera, em que muitos esperançosos aguardam um gesto solidário. Além disso, nota-se uma precariedade em muitos hospitais, com recorrentes falta de profissionais qualificados, equipamentos e transporte apropriado, ocasionados pela carência de recursos financeiros.
Somando os aspectos citados, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde deve promover cursos profissionalizantes desde o procedimento á assistência familiar, estabelecer campanhas publicitárias a fim de promover um maior engajamento e disseminacação de informações, e ainda aplicar investimentos na área cirúrgica. Desse modo, os grandes dilemas presentes na sociedade poderão ser sucumbidos.