Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 31/10/2019
O primeiro transplante de órgão vital foi realizado pelo médico Joseph Murray, em 1954, no Estados Unidos. Contudo, atualmente, a doação de órgãos tornou-se um obstáculo no Brasil. Nesse sentido, a falta de informação e à negligência das políticas públicas corroboram para a problemática em questão.
Convém ressaltar, a princípio, que a abordagem sobre a doação de órgãos e o modo de procedimento ainda é uma temática escassa no país. De acordo com o Ministério da Saúde, as famílias desautorizam a doação em 43% dos casos. Desse modo, torna-se indispensável uma maior divulgação à população, uma vez que, para ocorrer a captação é necessário o consentimento familiar.
Ademais, tal problemática deriva também da rasa atuação dos setores governamentais, no que se refere à criação de mecanismos que abstenham tais acontecimentos. Segundo a pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo, 21% das famílias não compreendem o conceito de morte encefálica e 19% alegam à falta de competência hospitalar. A partir de tal perspectiva, é necessário que o Estado elabore campanhas mais eficientes e complemente tal ação dentro das instituições de ensino, a fim de trazer visibilidade e elucidação aos indivíduos.
Por conseguinte, a dificuldade nacional em aumentar o número de doares exigem mudanças urgentes. Faz- se mister que a mídia, juntamente com o Ministério da Saúde, crie campanhas publicitárias, por meio das redes sociais, através de entrevistas e discussões com especialistas. Assim, espera-se levar informações com embasamento à população e extinguir as dúvidas e mitos sobre o tema. Além disso, o Ministério da Educação, deve promover conferências e adicionar a temática como conteúdo indispensável a grade curricular dos estudantes. Com isso, visa-se a manutenção da saúde brasileira e a evolução na taxa de doadores de órgãos.