Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 31/10/2019
Em seu conto “Extensão Justa”, Stephen King apresenta um homem em grave estado de saúde que compra uma “extensão” para sua vida ao encontrar-se com um vendedor misterioso. Diferente da ficção, a realidade não funciona dessa maneira, havendo vários dilemas para a doação de órgãos no Brasil, tais como a grande fila de espera e a necessidade de autorização dos familiares.
É de extrema importância ressaltar que a enorme fila de espera acaba com a chance de várias pessoas. Pacientes que aguardam por órgãos extremamente importantes e de difícil substituição por máquinas - como o coração, por exemplo - necessitam de uma doação o mais rápido possível, caso contrário, a sobrevivência se torna difícil ou até mesmo inviável. Quanto maior a espera maiores os danos para o grupo necessitado.
Ainda vale ressaltar uma peça fundamental para o processo de doação: a autorização da família. Segundo Arthur Chioro, atual ministro da saúde, necessita-se da solidariedade das famílias brasileiras, que são responsáveis por autorizar a doação do familiar, como previsto em lei, em caso de doador falecido. Com a liberação feita pelos responsáveis, o órgão começa finalmente seu caminho para o receptor.
É necessário, portanto, promover ações que modifiquem essa realidade. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, o aumento do incentivo a doações, por meio de palestras, anúncios e campanhas, com o propósito de conscientizar a população. Ademais, é essencial que o governo federal mediante uma medida provisória garanta a pessoa a escolha final de doar seus órgãos, independentemente da autorização da família. Com essas medidas, espera-se que mais pessoas tenham a oportunidade de prolongar suas vidas, assim como o personagem do conto de Stephen King.