Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 01/11/2019
Na série americana “Grey’s Anatomy”, retrata cotidiano de um hospital e seus profissionais, em vários episódios tratam de transplantes de órgãos que muitas vezes sãos barrados pela família. Fora dos cinemas não é diferente, nesse importante mecanismo para salvar vidas ainda sim existem várias barreiras a serem superadas. Desse modo, a falta de informação sobre o procedimento e carência de infraestrutura nos hospitais corroboram para esse dilema social.
Em primeira análise, sabe-se que na última década o número de transplantes cresceu 63,8%, com certeza um grande avanço. Vale salientar, que para obter resultados como este, é necessário que o responsável pelo doador autorize, e sem esclarecimentos sobre a questão essa autorização não acontece. Reforçando a ideia do papel da informação, o escritor e jornalista George Orwell, afirma em sua obra “1984” que a mídia controla as massas, logo, ressalta a influência dos veículos de notícias sobre a população.
Ademais, a falta de infraestrutura nos hospitais públicos retarda e prejudica o procedimento. Pois, o doador além de estar frágil, demanda de cuidados especiais para manter o quadro clínico ideal para o processo. Além do mais, o transplante de órgãos é uma reafirmação do direito à vida, previsto no artigo 5 da Constituição Federal de 1988. Dessa forma, deveria ser visto com maior urgência e atenção pelo Estado e sociedade.
Portanto, medidas são imprescindíveis para atenuar o infortúnio. O Governo Federal em parceria com Ministério da Saúde, deve divulgar propagandas acerca do transplante de órgãos, em diversos veículos de divulgação, sobretudo nas redes sociais, com intuito de esclarecer sobre a questão e alcançar o maior número de pessoas. Também é necessário, investimentos no SUS (Sistema Único de Saúde), com suporte financeiro nos hospitais, melhorando as condições de trabalho para os profissionais da saúde. Para que assim, esse dilema social fique apenas em episódios de “Grey’s Anatomy”.