Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 01/11/2019
Durante a Segunda Guerra Mundial no século XX, a medicina obteve progressos que tornaram possível o transplante de órgãos. No entanto, mesmo com esses avanços o Brasil não possui doações suficientes para suprir a demanda populacional. Isso ocorre ora pela falta de estrutura em hospitais ora pela inadequação da informação sobre o tema. Com efeito, é imprescindível que se discuta acerca das causas relacionadas a problemática e possíveis soluções.
Em primeiro plano, vale destacar que, a falta de estrutura nos hospitais públicos corrobora com o baixo número de doadores. Devido a ineficiência de mecanismos que possibilitam a captação dos órgãos. Visto que, a ausência de investimentos no setor público de saúde em conjunto com a má distribuição de equipes que realizem o transplante é fator agravante no cenário atual. Segundo o portal de notícias G1 há mais de mil equipes preparadas para realizar cirurgias distribuídas pelo Brasil, porém há uma concentração desse tipo de mão de obra no Sul e quase nenhuma no Nordeste , Norte e Centro-Oeste. Tal fato é inadmissível e carece de intervenção.
Ademais, a desinformação da população pode gerar interpretações deturpadas sobre o processo de captação de órgãos. Tendo em vista, a escassa divulgação de conteúdos que instruam as pessoas sobre o conceito e a importância da doação. Desse modo, famílias com potencial donativo se sentem inseguras e não vão adiante com o procedimento. “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito a dignidade humana” sob o ideal do escritor Franz Kafka percebe-se que é imperioso a adoção de políticas que maximizem a visibilidade do assunto.
Infere-se, portanto, que a falta de estruturas em hospitais públicos e a desinformação da população sobre o tema, faz com que a doação de órgãos no Brasil encontre barreiras em seu pleno exercícios. Cabe ao Poder Executivo, com a utilização da verba governamental, investir na saúde pública, de maneira que, proporcione estrutura adequada para a captação de órgãos e uma distribuição mais homogênea no que tange as esquipes que realizam o transplante. Em suma, cabe ao Ministério de Comunicações por meio de vias midiáticas, ministrar campanhas com o intuito de disponibilizar informações claras e específicas a respeito do conceito de morte encefálica, doações, experiências da família do receptor e doador entre outras orientações a fim de que estimule a doação. E só assim o país passará a ser mais solidário.