Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 01/11/2019

Em janeiro de 2013, morreram mais de 200 pessoas no incêndio da boate Kiss em Santa Maria-RS, onde centenas de pessoas ficaram feridas com queimaduras graves. No entanto, no Brasil, milhares de pessoas esperam por uma doação ou aguardam a própria morte em salas de espera. Logo, dois fatores contribuem com essa problemática, sendo a falta de relevância ao ato de doar e a conscientização familiar.

Primeiramente, pode-se dizer que há uma certa carência de informação sobre a doação no que diz respeito ao saber público. Além do mais, deve-se ter em mente que um único doador pode salvar várias vidas, de acordo com a OMS, Organização mundial da saúde, esse número de vidas salvas por um doador pode chegar a uma dezena. Assim sendo, centenas de pessoas morrem com a falta de bancos de doação em relação a grande parcela da sociedade que se encontra leiga no assunto.

Além disso, sabendo que o Brasil de fato possui estrutura para transplantação, o problema ocorre por parte das famílias dos falecidos por morte cerebral. Ademais, de acordo com a ABTO, Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, quase 50% dos familiares responsáveis pelos  diagnosticados com morte encefálica não permitem a doação de órgãos dos mesmos. Dessa forma, estes familiares acabam privando de salvar vidas sem saber da irreversibilidade do problema.

Dado o exposto, o transplante de órgãos no Brasil se dá por meio de algumas ações. Para esse fim, urge que medidas precisam ser tomadas por intermédio do Governo Federal, com auxílio dos veículos midiáticos, é preciso transmitir propagandas de incentivo e educação nos intervalos comerciais. Com isso, várias famílias de pacientes com morte cerebral permitirão a doação, a fim de apoiar e sustentar o banco de órgãos.