Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 01/11/2019

O filme " 7 vidas" interpretado pelo ator will smith, retrata a questão mais importante da doação de órgãos: uma única pessoa é capaz de salvar outras sete. Fora da ficção, observa-se a dificuldade na obtenção de órgãos no país, que se encontra na precarização informativa hospitalar e familiar, o que favorece tabus e a baixa taxa de doadores. Esse cenário, portanto, representa uma falha nacional que deve ser revertida o quanto antes.

Antes de tudo, é necessário salientar o Princípio deb Utilidade de john Stuart Mill, a qual maximiza a felicidade para o maior número de pessoas. Consoante a isso, o gesto da doação de órgãos adquire caráter nobre na promoção da qualidade de vida de receptores. Contudo, o que se demonstra hoje é a persistência do tabu a respeito da morte, o que faz com que famílias se recusem a ceder transplantes de entes queridos. Persistindo assim, o aumento da lista de espera por novos órgãos e consequentemente em inúmeras mortes. Desse modo, diversos pacientes que precisam de uma transplantação acabam aguardando longos meses em filas de espera para salvar suas vidas.

Ademais, é notório comentar que o processo de doação sofre hoje um dilema estrutural e religioso, o que tangencia dúvidas no momento da decisão, como também na precária estrutura na área da saúde. Demonstrados na baixa qualificação no atendimento efetivo de possíveis doadores, e pacientes, sobretudo na rede pública hospitalar. Além disso, a grande burocratização e demora dos procedimentos atrapalha o aproveitamento de órgãos e processos bem sucedidos de transplantes. Um exemplo dessa questão, e que no Rio de Janeiro, inúmeros indivíduos morrem pela falta de atendimento e diagnósticos médicos adequados nos hospitais do SUS. Com efeito, se diminui drasticamente o número de doadores em potencial no país. Diante disso, é necessário amplas medidas médicas,logísticas e sociais sobre a importância da doação de órgãos.

Ante ao exposto, a doação de órgãos no país deve ser visto não apenas como ato de caridade, mas também com real importância no atendimento de doadores e receptores. Para ampliar esse tema, o Poder público por meio do Ministério da Saúde devem ampliar campanhas midiáticas, em horário nobre de televisão com informações sobre a transplantação de órgãos no Brasil e os efeitos positivos em pacientes na lista de espera. Além disso, O Ministério da Educação deve investir na capacitação de profissionais em universidades na área de transplantes da saúde e logística, como também, em palestras e simulações com a participação da população leiga. Dessa forma, profissionais de setor de saúde estarão aptos no acolhimento e aconselhamento da família e a população quebrará antigos preceitos devido a falta de informatizados.