Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 02/11/2019

Na série “Grey’s Anatomy” dirigido por Shonda Rhimes retrata a história de um hospital cirúrgico privado que é embate nas autorizações de órgãos por parte dos familiares. Na sociedade atual, o filme não é diferente do que acontece na realidade. Essa problemática persiste por muitos anos. A doação de órgãos é importante porque é previsto em lei e salva vida. Diante disso, a escassez de informação no processo de doação e também, a falta de estrutura associada à capacitação de profissionais corrobora para que haja aumento no número de espera nos transplantes.

Em primeira análise, houve no Brasil um aumento em 15% do número de doadores de órgãos no ano de 2016 para 2017. Entretanto, esse aumento não é suficiente devido a quantidade do número de pessoas na fila de espera pelo transplante. Há muito tabu em torno da problemática, pois o possível doador não informa a família sobre a doação e em um momento importuno de luto e sofrimento a decisão é dificultada e precisa ser de forma rápida, devido ao tempo limite de cada órgão. Segundo a lei 9.484 de fevereiro de 1997, institui a legalidade sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante de tratamento, caso seja livre vontade do doador.

Ademais, de acordo com o Ministério da Educação, 95% dos processos de transplante é feito pelo SUS de forma gratuita. O sistema precário do SUS no setor cirúrgico associada a falta de capacitação dos especialistas da área de saúde e a de estrutura dos hospitais que realiza o transplante precisa ser de forma rápida devido ao prazo de cada órgão, gera um aumento na quantidade de pessoas na fila de espera, totalizando mais de 32 mil pessoas.

Portanto, o Ministério da Saúde deve-se investir a divulgação do processo de doação de órgãos por meio de mídias sociais - internet, jornal, TV - e a presença de formadores de opiniões como os representantes da causa como uma forma de esclarecer possíveis dúvidas á respeito do assunto e uma maneira de chamar a atenção e diminuir o número de pessoas na fila de transplante. Além disso, deve-se haver a reforma de hospitais negligenciados e uma melhor capacitação de profissionais na área da saúde para ter um fluxo logístico apropriado do órgão para o receptivo indivíduo que necessita do transplante.