Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 02/11/2019
“É impossível progredir sem mudanças…” - George Shaw, dramaturgo irlandês. Diante dessa afirmação, o Brasil é reconhecido pelo comportamento altruísta, pelo afeto e a vontade em ajudar, contudo quando o assunto é doações de órgãos, observa-se uma regressão da pátria.Assim, os dilemas da doação de órgãos desrespeita um dos princípios importantes, a vida. Nesse cenário, dois agravantes se destacam: a falta de conhecimento e a perenidade dos mitos sobre essa problemática.
Em primeira análise, não tem como aumentar os números de voluntários para tornar-los doares, se esse tema é pouco discutido. Prova disso, o INCA - Instituto Nacional de Câncer, publicou que o Brasil contém 28 milhões de habitantes, dos quais somente 4 milhões são doares voluntários de medula óssea. Em síntese, a mídia como é considerada controladora da massa,consoante o George Orwell, pode utilizar métodos para aumentar a informação sobre a doação, como exemplo: da médula óssea que é extraída somente 5 mililitro e recuperada em 15 dias e entre outras dúvidas, com o fito dos indivíduos perceber que podem salvar muitas vidas.
Em segundo plano, com a falta de informação diversos mitos são espalhados contra essa ação social. Nesse sentido, muitas pessoas deixam de serem doares por acreditarem que irão ficar paraplégicas, contrair alguma doença infecto-contagiosa ou irem a obtido. No entanto, os mais prejudicados nesse dilema são os enfermos, que depositaram a confiança no Estado e em contrapartida seus direitos deveriam ser garantidos, denominado - Contrato Social de Jhon Locke, porém o direito de viver não é lhes permitido, devido a insuficiência de doadores voluntários. Logo, desmistificar a doação de órgão, possivelmente, o país irá proporcionar melhores condições de vida para esses grupos.
Infere-se, portanto, que os atores sociais trabalhem juntos para combater os dilemas da doação de órgãos no Brasil. Para tanto, o Ministério da Saúde em parceria com as empresas privadas devem intensificar as propagandas midiáticas. Ademais, tal empreitada social será executada por meio da criação de um filme cinematográfico abordando a problemática e reproduzindo-os nas instituições de educação profissional de jovens, como forma fomentar o senso critico das futuras gerações. Por fim, objetiva-se que com esses novos hábitos a sociedade corrobore com o progresso da pátria.